A romantização e demonização dos Transtornos Mentais
A representação de personagens com transtornos psicológicos frequentemente os reduz a meros elementos de entretenimento, muitas vezes apresentando papéis violentos ou cômicos, ambos justificados por suas condições. Eles são retratados como indivíduos destituídos de direitos e identidade social, onde seus traços únicos são eclipsados pelo transtorno que possuem, não sendo considerados seres funcionais na sociedade. No entanto, é importante notar que nem todas as pessoas têm transtornos, mesmo que a internet popularize essa ideia. Alguns transtornos, como o Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI), por exemplo, possuem apenas um caso documentado na literatura cientifíca brasileira.
A depressão não se resume a uma mulher ou homem atraente e misterioso;
O Transtorno de Personalidade Borderline não é apenas sobre mudanças superficiais e desejos sexuais;
Ter desatenção não significa que alguém tenha TDAH;
Relacionamentos não são remédios para transtornos mentais, e apaixonar-se por alguém com um transtorno mental não transforma alguém em um herói;
O alcoolismo não se resume a beber excessivamente em ocasiões sociais esporádicas;
Bipolaridade e Transtorno do Espectro Autista não são indicadores de inteligência superior;
Esses transtornos são complexos e não devem ser simplificados em estereótipos inadequados.
Atualmente as redes sociais viraram um centro de diagnósticos de Transtornos Mentais, e devido a isso surge também o preconceito e estigma em cima do assunto.
Quantas vezes você ouviu falar sobre ''mães narcisistas'', ''gosto de organização, acho que tenho toc'', e coisas do tipo?




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