O que eu faço quando não posso diminuir o sofrimento de um familiar?
Descobrir ou suspeitar que alguém da sua família pode ter um transtorno mental — bipolaridade, depressão, transtorno de personalidade borderline, entre outros — pode trazer um misto de sentimentos: preocupação, medo, culpa, e muitas vezes uma vontade intensa de "consertar" a situação.
Embora exista sofrimento também por parte de quem está vendo essa situação de fora, existe uma diferença importante entre apoiar e pressionar a pessoa.
Formas que você pode ajudar
- Comentar com a pessoa sobre o que está observando, com cuidado e sem julgamento;
- Estar presente e disponível quando a pessoa estiver pronta para conversar;
- Sugerir ajuda profissional, sem impor ou ameaçar;
- Cuidar da sua própria saúde emocional nesse processoa. Afinal, pode ser frustrante esse tipo de situação.
Coisas que talvez mais atrapalhem do que ajudem
- Obrigar um adulto a aceitar tratamento (fora de situações de risco grave, tanto para a própria pessoa quanto para os outros);
- Se responsabilizar pela decisão de outra pessoa de buscar ou não ajuda.
A exceção fica clara quando a situação foge do controle, como risco à vida da pessoa ou de terceiros, perda grave de funcionalidade. Nesses casos, a família pode, e às vezes precisa, intervir de forma mais direta, incluindo buscar avaliação para internação, se necessário.
Fora isso, vale lembrar: só podemos ajudar quem quer ser ajudado.



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